Ibovespa: como ficou o pós-Fed e a alta da Selic

20/09/2024 às 13:51

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Ibovespa: como ficou o pós-Fed e alta da Selic

Bloomberg Línea – O Ibovespa (IBOV) operava em alta nesta manhã de quinta-feira (19), apesar de nova alta na taxa Selic, em linha com os ganhos nos mercados internacionais.

Às 10h12, no horário de Brasília, o principal índice dos mercados brasileiros subia 0,57%, aos 134.514 pontos. O dólar, por sua vez, caía 0,61%, a R$ 5,42.

Ontem depois do fechamento dos mercados, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa de juros do Brasil, para 10,75% ao ano, adotando um tom mais duro no comunicado, afirmando que o cenário atual “demanda uma política monetária mais contracionista”.

O aumento de juros marcou uma virada na política monetária no momento em que, nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) iniciou uma aguardada redução de juros, com queda de 50 pontos base, para o intervalo entre 4,75% e 5,00% ao ano.

No Brasil, o Copom interrompeu o ciclo de cortes em maio e manteve a Selic em 10,50% ao ano nas últimas três reuniões diante do aumento das expectativas de inflação.

Mesmo assim, o mercado parece já ter precificado o aumento dos juros – já que a alta era esperada – e também se aproveita de um otimismo maior nos EUA.

“Embora o reforço da credencial antinflacionária seja bem-vindo, o fiscal frouxo mantém a percepção de risco elevada. Mesmo com a incerteza fiscal limitando uma arrancada mais forte, os ativos brasileiros vão se beneficiar do fluxo estrangeiro com os cortes do Fed”, disseram analistas da corretora Monte Bravo.

As ações subiram em todo o mundo nesta manhã dado que o corte mais agressivo de de 50 pontos base na taxa de juros pelo Federal Reserve reacendeu o sentimento de apetite ao risco dos investidores.

Os futuros dos EUA dispararam mais cedo, com um aumento de 1,70% nos contratos do S&P 500, colocando o índice de referência no caminho para testar um recorde histórico no mercado à vista.

Os contratos do Nasdaq 100 saltaram 2,2%, impulsionados por apostas no crescimento resiliente dos Estados Unidos e em custos de empréstimos mais baixos. O índice Stoxx 600 da Europa avançou até 1,50%.

Notícia publicada na Bloomberg Línea.

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