
O dólar registrou ontem queda de 1, 26% e fechou cotado a R$ 5,69, menor valor desde 7 de novembro do ano passado (R$5, 67). Com isso, a moeda americana terminou a semana passada com perda de 1, 68% em relação ao real. No ano, a desvalorização já soma 7, 83%, depois de o dólar ter subido 27, 34% em 2024.
Segundo operadores, o movimento de ontem (14) refletiu o enfraquecimento da moeda americana no exterior, na esteira de indicadores fracos de atividade nos EUA, e os dados de nova pesquisa mostrando queda na avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Lá fora, o índice DXY (termômetro do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes) furou o piso de 107 mil pontos e operava no fim da tarde ao redor dos 106, 7 mil pontos, em queda de cerca de 0, 50%. Na semana, o Dollar Index recuou mais de 1, 30%.
O enfraquecimento global do dólar é uma resposta, em grande parte, à ampliação das apostas de retomada de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) neste ano, a partir dos sinais de perda de fôlego da atividade econômica. As vendas no varejo nos EUA caíram 0, 9% na passagem de dezembro para janeiro, enquanto analistas previam estabilidade.
“Na quarta-feira, quando caiu o CPI (inflação ao consumidor), o mercado previa apenas um corte neste ano. Agora, voltou a colocar na curva 40 pontos-base (0, 40 ponto porcentual) de redução dos juros”, disse o economista-chefe da Monte Bravo, Luciano Costa.
Já a Bolsa de Valores (B3) cravou elevação de 2, 70%, aos 128, 2 mil pontos, em seu maior patamar desde 11 de dezembro.
Matéria publicada na versão impressa do jornal O Estado de S.Paulo, no dia 15/02/2025.