Copom: projeções sobre a taxa Selic

20/09/2024 às 15:15

20

Sexta

Set

2 minutos de leitura
Compartilhar
Copom: projeções sobre a taxa Selic

As projeções de inflação pra este ano continuam subindo e o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) se reúne amanhã e quarta-feira para definir a taxa básica de juros.

Analistas apostam que o Copom deverá aumentar a taxa básica de juros. Atualmente, a Selic está em 10,50% ao ano. O mercado financeiro projeta uma alta de 0,25%.

Entre os fatores que contribuem com a expectativa de alta dos juros está em expansão acima do esperado do comércio e dos serviços.

O economista André Perfeito prevê um novo ciclo de subida dos juros o Banco Central brasileiro.

Cinco pontos base e depois algumas altas neste mesmo patamar é o que eu acredito. Esse movimento deverá acontecer.

Já o economista Rogério Araújo acredita que a taxa de juros pode ser mantida devido aos atuais índices inflacionários. Em agosto houve deflação, segundo o IPCA-15 do IBGE.

A taxa de juros poderá ser mantida, uma vez que os dados de inflação não colocaram nenhuma pressão. Sobre a mudança da taxa de juros no curto prazo, ainda existe uma preocupação por parte do cumprimento das metas do governo e como o orçamento pode impactar de fato. Sobre o mercado inflacionário, agora o de serviços e o próprio varejo, ficou um pouco mais robusto e trouxe um pouco de preocupação. Mas não deve trazer nenhuma surpresa na mudança da taxa de juros. O cenário externo também pode impactar na decisão do Banco Central.

O economista Carlos Pedroso avalia uma provável redução nos juros americanos.

Países que nem o Brasil poderão ser beneficiados por ingresso de recursos que acabam mantendo a taxa de câmbio no mesmo patamar. O que também pode pesar na decisão do Banco Central é o custo da energia.

As contas de luz vão subir em setembro com a bandeira vermelha e a tendência com a seca é que isso se mantenha nos próximos meses. O economista Luciano Costa entende que a questão climática deve contribuir para a elevação da Selic, ajudando a conter o aumento generalizado de preços e o impacto da seca provavelmente será muito sentido.

Fora do padrão, principalmente, por parte de alimentos in natura que são mais suscetíveis. Temos a questão climática, além disso, a gente verá o impacto da seca na questão da energia. Isso provavelmente se manterá nos próximos meses, também haverá um impacto dessa seca nos custos de fretes.

A saída para conter a inflação causada pela seca é de que a Selic encerre o ano em 11,25%.

Reportagem produzida pela pelo Jornal da Manhã, na TV Jovem Pan News.

Artigos Relacionados

  • 28

    Sexta

    Mar

    28/03/2025 às 17:32

    Sala de Imprensa

    Dólar: saiba como as tarifas dos EUA podem impactar a cotação

    O dólar gira atualmente em torno de R$ 5,70. Para entender se esse valor será uma tendência, ou se há chances de alteração do cenário com a guerra tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e uma possível trégua na guerra da Ucrânia, o Diário do Comércio procurou especialistas para analisar a evolução e …

    Continue lendo
  • 28

    Sexta

    Mar

    28/03/2025 às 17:01

    Sala de Imprensa

    Entrada de capital externo na B3 é a maior em 3 anos e mercado espera mais

    Com ingresso de quase US$ 12 bilhões na contagem preliminar entre janeiro e março, o mercado acionário brasileiro vai chegando ao final do primeiro trimestre de 2025 com a melhor marca para o período dos últimos três anos. E os analistas ouvidos pelo Broadcast afirmam que há motivos para crer que o Brasil continuará a …

    Continue lendo
  • 28

    Sexta

    Mar

    28/03/2025 às 16:35

    Sala de Imprensa

    Brasil ainda está próximo do pleno emprego, diz Luciano Costa

    VEJA Mercado: desemprego ficou em 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro, alta em relação ao trimestre anterior A taxa de desemprego foi de 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro, mostrou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira, 28. O resultado é 0,7 ponto percentual maior que os …

    Continue lendo