Tensões no leste europeu voltam aos holofotes

21/11/2024 às 09:26

21

Quinta

Nov

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  • Tensões geopolíticas entre Rússia e Ucrãnia voltam a se intensificar;
  • Mercado analisa com atenção escolha do próximo Secretário do Tesouro dos EUA;
  • Diretoras do Fed falam sobre possibilidade de novos cortes de juros;
  • Na Monte Bravo, mantemos nossa projeção de um corte de 25 p.b. nos Fed Funds em dezembro;
  • Por aqui, Roberto Campos Neto falou sobre os desafios na condução da política monetária.

Mercados

As tensões geopolíticas se intensificaram, com o presidente russo Vladimir Putin reduzindo o limiar para o uso de armas nucleares em resposta a ataques convencionais.

A Ucrânia lançou uma série de mísseis de cruzeiro Storm Shadow britânicos contra a Rússia. Esse é o mais recente armamento ocidental autorizado para uso em alvos russos, um dia após o uso de mísseis ATACMS norte-americanos. Moscou afirmou que o uso de armamentos ocidentais para atingir o território russo longe da fronteira representaria uma grande escalada no conflito.

Os mercados também analisam atentamente as possíveis escolhas do presidente eleito Trump para o cargo de Secretário do Tesouro. O foco está na experiência e no histórico dos candidatos, em busca de sinais de que a nova administração poderá atenuar as propostas tarifárias altamente inflacionárias.

Trump prometeu implementar uma série de iniciativas pró-crescimento, incluindo cortes de impostos, tarifas elevadas e planos para reverter regulações corporativas.

O juro do título de 10 anos do Tesouro dos EUA caiu um pouco nesta quinta-feira (21), para 4,39%. Enquanto isso, o título de 2 anos recuou para 4,29%.

O índice do dólar permaneceu estável em 106,6. Os preços do ouro subiram, com o ouro à vista avançando 0,6%, cotado a US$ 2.647 por onça. O Bitcoin subiu mais de 3%, cotada por último a US$ 97.524 — novo recorde.

Os preços do petróleo subiram nesta quinta devido a preocupações com o fornecimento. Os contratos futuros de petróleo Brent para janeiro subiram 1,3%, para US$ 73,8.

Os mercados asiáticos operaram em queda hoje. As ações europeias recuaram levemente nesta quinta, alinhadas com os futuros dos índices norte-americanos.

O foco do mercado é o balanço financeiro da Nvidia. A fabricante de chips tenha reportado um aumento de 94% na receita do terceiro trimestre em relação ao ano anterior, totalizando US$ 35,08 bilhões. No entanto, o crescimento foi menor em comparação com os trimestres anteriores — quando as vendas aumentaram 122%, 262% e 265%, respectivamente. Apesar de superar as expectativas e oferecer uma previsão otimista, as ações da Nvidia caíram quase 3% nas negociações estendidas.

Na véspera do feriado, o Ibovespa fechou em alta de 0,34%, aos 128.197 pontos. O dólar à vista fechou em alta de 0,34%, a R$ 5,7672.

Economia

EUA: O volume de construções residenciais iniciadas em outubro caiu 3,1% e atingiu uma taxa anualizada de 1,31 milhão de unidades. O destaque ficou para o declínio acentuado na região Sul (-8,8%) devido a atrasos causados por furacões. As construções de moradias unifamiliares caíram 6,9%, mas o segmento de multifamiliares subiu 9,6%, marcando o primeiro avanço em três meses. No geral, as autorizações para construções recuaram 0,6%, embora o ritmo de licenças para unifamiliares tenha sido o mais rápido desde abril

EUA: A presidente do Fed de Boston, Susan Collins, destacou que pode haver espaço para mais abrandamento da política monetária — que atualmente permanece levemente restritiva. Ela afirmou que a política está bem posicionada para equilibrar os riscos de inflação e emprego, ressaltando que as taxas de juros não seguem um caminho predefinido. Collins descreveu a economia como estando em boa forma geral, com a inflação caminhando em direção à meta de 2%, enquanto o mercado de trabalho segue saudável.

A diretora Michelle Bowman, do Board do Fed, enfatizou a necessidade de cautela na condução da política monetária por conta da incerteza sobre o nível exato da taxa neutra, que ela considera mais alta do que antes da pandemia. Bowman apoia uma redução gradual das taxas de juros para evitar o risco de ultrapassá-las abaixo do nível neutro antes de atingir a estabilidade de preços. Ela reforçou que as decisões do Fed são orientadas pelos dados econômicos e pelos riscos associados, mantendo o compromisso com seus objetivos de pleno emprego e estabilidade de preços. Mantemos a expectativa de um novo corte de 25 p.b. na reunião de dezembro, levando a taxa de juros para 4,5% a.a.

Brasil: O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, destacou que os desafios fiscais e as pressões inflacionárias globais são preocupações centrais, com a inflação de serviços ainda elevada e a desinflação de bens industriais estagnada. No âmbito doméstico, enfatizou a importância de reformas estruturais para elevar o crescimento potencial, mas alertou que o elevado prêmio de risco reflete a desconfiança na sustentabilidade fiscal do país.

O presidente do BC defendeu ajustes nos gastos públicos para controlar a dívida e restaurar a confiança econômica, afirmando que políticas fiscais expansionistas podem ter efeitos negativos se vistas como desequilíbrio fiscal. Campos Neto também ressaltou que, sem um choque fiscal  é improvável que a taxa Selic volte a cair.

Preços de ativos selecionados¹

(1) Cotações tomadas às 8h BRT trazem o fechamento do dia dos ativos asiáticos, o mercado ainda aberto para ativos europeus e futuros e o fechamento do dia anterior para os ativos das Américas.

(2) Ativos de renda fixa apresentam a variação em pontos-base (p.b.), esta é a forma como o mercado expressa variações percentuais em taxas de juros e spreads. O ponto-base é igual a 0,01% ou 0,0001 em termos decimais. Os demais ativos mostram a variação em percentual.                 

Fonte: Bloomberg.

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