Informe diário Monte Bravo Corretora — 01/04/2025

01/04/2025 às 09:24

01

Terça

Abr

4 minutos de leitura
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Mercados

Os mercados norte-americanos sofreram bastante com a guerra comercial de Trump no primeiro trimestre de 2025. Nos EUA, as ações encerraram o trimestre em baixa, com o S&P 500 registrando queda de 4,60% e o Nasdaq recuando mais de 10%. Por outro lado, as bolsas europeias e as emergentes subiram 8,1% e 2,4%, respectivamente.

Uma série de tarifas entrará em vigor, incluindo uma taxa de 25% sobre “todos os carros que não forem fabricados nos EUA”. O presidente também deve anunciar seu plano para tarifas recíprocas. O governo Trump batizou o dia 2 de abril como “Dia da Libertação”. Trump afirmou que seu plano de tarifas recíprocas será direcionado a todos os outros países.

Cresce a preocupação de que as tarifas possam desencadear uma desaceleração econômica, potencialmente levando a uma recessão. A projeção de crescimento da economia americana caiu para apenas 0,30% no primeiro trimestre.

As taxas dos Treasuries recuaram nesta terça-feira, os juros do Treasury de 10 anos caíram 4 pontos-base, sendo negociados a 4,17%, enquanto os do título de 2 anos recuaram para 3,87%.

O DXY, índice do Dólar manteve estabilidade em 104,2, enquanto a disparada do ouro levou o metal a mais um recorde histórico nesta terça-feira, com o ouro à vista atingindo novo pico de US$ 3.132. O Bitcoin avançou para 84.291,60, subindo 2,57%.

Os preços do petróleo recuaram ligeiramente nesta terça-feira, à medida que preocupações com o impacto de uma guerra comercial sobre o crescimento global superaram os temores sobre um choque na oferta. Os contratos futuros do Brent recuaram US$ 0,10, ou 0,10%, para US$ 74,67 por barril.

Os mercados asiáticos tiveram, em sua maioria, alta nesta terça-feira, recuperando-se da forte liquidação da sessão anterior. Os mercados europeus abriram em alta nesta terça-feira. O índice pan-europeu Stoxx 600 sobe 0,8% nos primeiros negócios. Os futuros de ações dos EUA recuaram na manhã de terça-feira.

Ontem (31), o Ibovespa fechou em queda de 1,25%, aos 130.260 pontos. No mês de março, o ganho acumulado foi de 6,08%. O dólar à vista fechou em baixa de 0,98%, cotado a R$ 5,7053.

Economia

China – O PMI industrial do Caixin subiu para 51,2 pontos em março, acima dos 50,8 pontos registrados em fevereiro, indicando uma melhora na atividade do setor. Entre os principais componentes, o subíndice de emprego teve o maior avanço, seguido pelo de produção. A demanda também mostrou sinais positivos, com o subíndice de novos pedidos de exportação atingindo seu nível mais alto desde abril de 2024.

Os estoques de matérias-primas e produtos acabados apresentaram leve alta, enquanto os prazos de entrega dos fornecedores pioraram. Além disso, os indicadores de preços sugerem aumento das pressões desinflacionistas, com quedas nos preços de insumos e produtos finais. Essa redução de custos permitiu que fabricantes chineses ajustassem seus preços de venda para baixo em março.

Zona do Euro – O núcleo do CPI caiu para 2,4% ao ano em março, alinhada com as expectativas, mas abaixo do consenso de 2,5%. A inflação dos serviços também recuou para 3,4%, enquanto o CPI global diminuiu para 2,2%. Em termos mensais, a inflação básica ajustada sazonalmente foi de 0,18%, acima dos 0,17% de fevereiro, mas inferior ao ritmo de 0,33% registrado em março de 2024.

EUA – O presidente do Fed de Nova York, John Williams, reconheceu riscos ascendentes à inflação em 2024, atribuídos a tarifas comerciais e políticas governamentais, mas manteve a projeção de estabilidade. Ele ressaltou que o FOMC compartilha essa visão e que os impactos indiretos de medidas protecionistas exigirão monitoramento contínuo.

Sobre política monetária, reafirmou que os juros seguem “moderadamente restritivos” e que o Fed dependerá dos dados antes de qualquer decisão. Williams evitou especular sobre cortes e reforçou que, apesar de alguns indicadores sugerirem pressões inflacionárias, as expectativas de longo prazo permanecem ancoradas.

Tom Barkin, presidente do Fed de Richmond, enfatizou que eventuais cortes nos juros dependerão de sinais claros de desaceleração sustentada da inflação. Em meio ao aumento das tarifas comerciais sob Trump, ele destacou as incertezas sobre seus efeitos e alertou que esses fatores estão afetando o sentimento de empresas e consumidores. Barkin também afirmou que não considera as pressões inflacionárias das tarifas como necessariamente transitórias, reforçando a necessidade de um acompanhamento mais prolongado antes de ajustes na política monetária.

Preços de ativos selecionados¹

(1) Cotações tomadas às 8h BRT trazem o fechamento do dia dos ativos asiáticos, o mercado ainda aberto para ativos europeus e futuros e o fechamento do dia anterior para os ativos das Américas.
(2) Ativos de renda fixa apresentam a variação em pontos-base (p.b.), esta é a forma como o mercado expressa variações percentuais em taxas de juros e spreads. O ponto-base é igual a 0,01% ou 0,0001 em termos decimais. Os demais ativos mostram a variação em percentual.                 
Fonte: Bloomberg.

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