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- ‘PrĂ©via da inflação’ subiu 0,43% no mĂȘs de abril, em linha com as projeçÔes;
- Os alimentos seguiram como a maior fonte de pressĂŁo do Ăndice;
- NĂșcleos continuam em patamares elevados e demandam alta dos juros;
- Com a divulgação do IPCA-15, mantemos nossa projeção para o IPCA em 2025 em 6,0%.
O IPCA-15 de abril registrou alta de 0,43%, ficando em linha com a nossa expectativa e o consenso do mercado.

Os nĂșcleos mantiveram a pressĂŁo, mas houve uma desaceleração na margem do nĂșcleo de serviços. Por outro lado, o nĂșcleo de bens ficou bastante pressionado, refletindo o repasse do cĂąmbio e a pressĂŁo sazonal de vestuĂĄrio.
O resultado do IPCA indica que o cenĂĄrio de inflação ainda requer cautela ao considerarmos o patamar da inflação e os nĂșcleos.
Acreditamos que o Banco Central deverĂĄ elevar a taxa de juros em 50 pontos base na reuniĂŁo de maio, levando a Selic para 14,75% ao ano. Como temos destacado nos Ășltimos meses, esse movimento resultarĂĄ em uma taxa de juros real de 9,1% ao ano, um nĂvel bastante restritivo â o que deverĂĄ permitir ao Banco Central manter a Selic estĂĄvel nesse patamar atĂ© o fim do ano.
Os alimentos seguiram como principal fonte de pressĂŁo juntamente com vestuĂĄrio, remĂ©dios, mĂłveis e eletroeletrĂŽnicos. Por outro lado, a deflação de passagens aĂ©reas, gasolina, diesel e etanol foram as fontes de menor pressĂŁo sobre o Ăndice.
Os nĂșcleos subiram dentro do esperado, mas o nĂșcleo de serviços teve alta menor na margem. O nĂșcleo de bens ficou pressionado com a alta de vestuĂĄrio e o repasse do cĂąmbio.

Os nĂșcleos registraram alta de 0,47% em abril. No acumulado de 12 meses, a variação passou de 4,7% em março para 5,0% em abril. Essa dinĂąmica mantĂ©m os nĂșcleos em um nĂvel desconfortĂĄvel, exigindo a continuidade do ciclo de aperto de juros pelo Banco Central.
O nĂșcleo de bens teve forte aceleração na margem, passando de 0,09% em março para 0,78% em abril. No acumulado de 12 meses, subiu de 2,8% em março para 3,4% em abril.

Os serviços ficaram menos pressionados devido Ă deflação de 14,4% de passagens aĂ©reas. O nĂșcleo de serviços, excluindo passagens aĂ©reas, registrou alta de 0,55% em abril, com destaque para a menor pressĂŁo de serviços de reparos e manutenção, assim como o arrefecimento da alta de gastos com entretenimento. Em termos anuais, o nĂșcleo de serviços seguiu a trajetĂłria de alta, passando de 6,2% em março para 6,4% em abril.

Embora o nĂșcleo tenha arrefecido na margem, o patamar segue preocupante ao considerar o peso da inflação passada no reajuste de preços de vĂĄrios itens de serviços.
Para abril, projetamos uma alta de 0,48% no IPCA devido ao reajuste de medicamentos e a pressĂŁo sazonal de vestuĂĄrio. Alimentos deverĂŁo arrefecer, mas devem seguir em alta em abril. Mantemos a expectativa de alta de 6,0% para o IPCA em 2025.